Encontro com Moita Flores

Publicado em 04/05/2012

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Escritor revelou: “Fazer com que nós todos sejamos melhores pessoas, melhores cidadãos, mais sábios, mais cultos - esse é o grande mistério dos livros”

O Centro Cultural de Carregal do Sal foi pequeno para acolher alunos, professores, comunidade que se associou ao encontro com Francisco Moita Flores, promovido pela Rede de Bibliotecas de Carregal do Sal, com a colaboração do Agrupamento de Escolas e Câmara Municipal locais .


Escritor, investigador e atual Presidente da Câmara Municipal de Santarém, Moita Flores chegou àquele espaço por volta das 15:00horas e foi recebido no auditório com uma calorosa salva de palmas e ovação em pé, demonstrativa do carinho e admiração pelo homem que defende os livros e a leitura.


Conduzida por Carla Marques, professora no Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, a sessão começou com as boas-vindas pelo presidente da edilidade carregalense Atílio Nunes, agradecendo a vinda do amigo e colega Moita Flores, homem que recentemente erigiu um monumento de homenagem a Aristides de Sousa Mendes, no concelho que preside, pelo que só pelo facto, lhe merecia um agradecimento e reconhecimento públicos.


Hermínio Cunha Marques, diretor do Agrupamento de Escolas de Carregal do Sal, também com assento na mesa da sessão solene, foi o segundo a usar a palavra para se referir ao escritor, autarca, ao polícia, ao homem que, em todas as áreas deu e continua a dar cartas sendo por isso uma referência nacional pelo que tê-lo em Carregal do Sal e partilhar o mesmo espaço para trocar ideias é, sem dúvida alguma, um motivo de orgulho e satisfação.


Terminados os cumprimentos, coube a dois alunos - Inês Pedrosa e Tiago sousa, do 8.º ano, fazer uma breve apresentação biográfica de Moita Flores que foi, de imediato, convidado a usar a palavra.


O escritor começou a sua intervenção afirmando “a nossa vida é um livro” pelo que agradecia, também ele, o convite para ali estar a falar de livros.


Ao longo da sua eloquente intervenção, Moita Flores destacou a importância destes lembrando que, desde sempre, os livros assumiram um papel importantíssimo na vida de todos nós e voltou atrás no tempo para recordar as histórias que nos foram contadas por avós, tios e pais e que ainda hoje estão presentes na nossa memória… a gata borralheira, a carochinha e tantas outras!....Por isso, “a nossa história, a história de cada um de nós, é a história de muitos livros”.


Dirigindo-se, na grande maioria, aos alunos, lembrou-lhes que os livros de português, de matemática, de geografia, enfim, os livros académicos também contam história e se forem lidos como tal, se tornam muito mais simples e interessantes. E também estes nos ajudam a ser o que somos. Afinal, e lembrou António Macedo, “sozinhos, não somos nada”.


Lembrou então os tempos em que foi da Polícia Judiciária e deteve mais de mil criminosos – boas ou más pessoas? À partida pensaríamos que todos eram más pessoas mas “concluí, após 30 anos sobre o tempo em que lá estive, que a vida não separa bons e maus – nós somos tudo ao mesmo tempo”. Cultivar a amizade é, por isso de extrema importância até porque “é muito mais fácil viver com amigos do que com inimigos”. E acreditem, o livro é o vosso melhor amigo, “o vosso melhor parceiro/companheiro”. Senão reparem: é mais amigo vosso do que a vossa namorada/namorado; vai convosco para a praia, para a cama (e ninguém reclamar), numa viagem, até vos acompanha naqueles momentos mais íntimos quando vão à casa de banho!”.


Por isso, desvendou e terminou, “fazer com que nós todos sejamos melhores pessoas, melhores cidadãos, mais sábios, mais cultos - esse é o grande mistério dos livros.”


Seguiu-se um período de intervenções em que alguns alunos aproveitaram para colocar questões a Moita Flores alusivas às obras escritas, personagens e histórias contadas nas suas publicações.


Pelo meio sucederam-se momentos distintos em que Tomás Batista do 7.ºB, Patrícia Santos do 7.ºC, Francisca Barroso do 7.ºA, Bárbara Costa do 7º E e Beatriz Pereira, do 7.º A encarnaram personagens de algumas obras do autor e Bruna Tavares, do 10.º C leu alguns excertos do livro “A fúria das vinhas”.


Terminadas as intervenções, Moita Flores agradeceu a participação de todos e afirmou ter passado uma tarde inesquecível que vai certamente manter viva pelos anos vindouros. A propósito e para eternizar este encontro, o autor fez questão de afirmar que a data de 2 de maio de 2012 figurará com certeza num dos seus futuros livros.


Antes da sessão de autógrafos, usou a palavra o Vereador da Cultura e Educação da Câmara Municipal, Luís Fidalgo, para reafirmar o regozijo pela vinda de Moita Flores ao Concelho e as palavras deixadas pelo mesmo a todos os presentes. Não esqueceu, também, o gesto tido pelo escritor e autarca de Santarém ao homenagear Aristides de Sousa Mendes no Concelho que preside.


 No final Moita Flores foi brindado com duas ofertas; uma da Câmara Municipal e outra do Agrupamento de Escolas, que testemunharam o apreço e o reconhecimento por uma tarde diferente e sem dúvida enriquecedora.

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